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Tempo...



Tempo de alegrias supérfluas, de escolhas injustas, em que pessoas descartam pessoas naturalmente...

Tempo de interesses, propósitos de si com si mesmo; de busca por status à negação da própria vida...

Tempo sem fé no outro, onde a esperança é apenas uma palavra de enfeite, e o amor quase sempre dito por obrigação de dizer...

Tempo de olhos fugidos, pernas apressadas, conversas programadas; de afeto vendido em prateleiras de supermercados...

Este tempo é corriqueiro, sem sabor nem cheiro; áspero e indolor.

Tempo sem carícias, empobrecido de romances; onde o amor é profanado a modos mesquinhos de falso amar...

Tempo de precisar urgentemente encontrar-se com o outro e com a gente enquanto há ponteiros que se movem a nossa direção...


Imagem Google, texto Agnaldo Tavares


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